A tal da Nova York

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Eu já comecei e parei esse texto umas “trocentas” vezes!

Hoje, com um comichão nos dedos bem típico, resolvi que termino a idéia e posto!

Então vamos lá…

Nova York.

Você tem que ir para Nova Yorkr!

Você deve conhecer Nova York!

Você vai amar Nova York!

Nova York!

New York!

Nova Iorque e blá blá blá…

Eu passei a acreditar que meus problemas eram não conhecer Nova York (em todo o meu exagero na hora de dissertar).

Se eu acordo num mal humor incompatível com a maravilha do calor do verão é porque, eu não conheço… NOVA YORK!

Se eu tenho essa mania de achar tudo que é cool cafona e tudo que é cafona cool, culpa somente da minha ignorância quanto a NOVA YORK!

Minha gripe? Só pode ser falta de Nova York.

Já disse to exagerando pois, sou por essência 24 horas e 365 dias do ano, exagerada!

Um dia de verão berlinense mamãe liga e conta que está indo para essa tal de Nova York.

Mamis é pai também logo, ela é pãe e como tal me PAItrocina. Pãe estava engajada a PAItrocinar nosso encontro em NY.

Depois de muito drama, também típico de minha personalidade, eu aceitei.

Nós nos encontraríamos no aeroporto e de lá juntas, iríamos para o Hotel onde minha prima (que estava estudando em Havard) esperava por nós.

Teoricamente uma informação para você leitor que não tem a mínima importância já para mim muito relevante pois, a prima é como irmã mais nova então, eu preciso me gabar do orgulinho dela estar em HAVARD!

Diria que é mais gostoso HAVARD do que NOVA YORK em caixa alta…

Mas voltando ao assunto! O que eu conhecia da infame cidade além de relatos, eram cenas dos meus seriados favoritos: Friends, How to make it in America, ” Broken Girls e Girls.

(existem outros que eu deveria escrever aqui para eles não ficarem ofendidos pela falta de consideração, mas a memória não ajuda né?)

Enfim, mais um fato irrelevante…

O que interessa é que eu desembarquei, enfrentei a fila chata da imigração e finalmente estava na cidade. Só faltava achar a mamis.

Também não foi tarefa simples, o vôo dela era doméstico e o meu internacional – estávamos em terminais diferentes.

Coloquei em prática meu inglês enferrujado com trabalhadores do aeroporto que falavam um inglês cheio de gírias. E foi a primeira hora em que comprovei: o que eu vejo nas séries e filmes é caricato, mas real Bárbara… Se vira para entendê-los.

Comecei a me sentir bem com a tamanha independência que tive que enfrentar ao pedir informação e me jogar num trem até o outro terminal. Eu sempre gostei da adrenalina de chegar numa nova cidade e ter que se virar logo de cara.

Achei minha “pãe” que já estava desesperada com minha demora, ligamos para o shuttle e dei start na aventura.

Sinceramente eu tenho dó de quem divide uma van conosco. Ela mora em São Paulo e eu em Berlim, um encontro desses é uma tagarelice com risadas sem parar.

Era madrugada e por isso, não consegui identificar muita coisa diferente do que já via em São Paulo – prédios, carros e semáforos. Até que o primeiro malucão, dançando sozinho numa garagem, se destacou naquelas ruas tão escuras.

Eu tenho uma fascinação por gente que é estranha ou  “crazy things” e enquanto minha mãe e a maioria dos turistas esperam pelo crème de la crème da cidade, eu quero mais é o asco, o freak, algo que me dê “siricutico” ou que eu não entenda o motivo de sua existência!

Como todos dizem que NY é território dos excêntricos, eu tinha altas expectativas no quesito estranheza.

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Como um bom americano, você deve ter alguma teoria conspiratória no bolso e aqui vai a minha: eu perdi meu Ipod na van. Não foi pelo cansaço e falta de atenção ou porque estava escuro e eu esqueci que o Ipod estava no colo. A real  é que o governo americano sabe que eu sou contra o consumismo exacerbado de seu país e colocou um agente para roubar o meu Ipod e sendo assim, me obrigar a entrar em pelo menos uma loja para gastar dólares. Pronto falei! Me espie NSA!

Eu estou dando essa desculpa para minha consciência não ficar tão pesada com as minhas compras.

Eu não quero entrar na discussão capitalismo selvagem, política externa, poder, etc. Basta saber que antes de vir morar em Berlim, eu me considerava alguém bem consciente no quesito consumo. Hoje, vejo que eu ainda tinha muito o que aprender e os alemães me mostraram outras perspectivas e outras formas de valorizar o que tenho. O “ter para ser” não me cabe mais e pior, dói!

Agora, quer levar uma berlinense por associação à beira de um ataque histérico? Coloque ela em um Outlet City um dia inteiro.

*Chegou até aqui? Que ótimo! É o seguinte, toda vez que eu escrevo textos gigantescos as pessoas pensam duas vezes antes de ler (preguiçosos de uma figuinha!) por isso, vou parar aqui e te torturar com o mistério por alguns dias. (risada maléfica)

ponte do brooklin - abahnao.com - Barbara Poplade Schmalz©

6 comments on “A tal da Nova YorkAdd yours →

  1. AMEIIIIIIIIIIIIIIII, que texto divertido, uma delicia, bjs

    Em 16 de outubro de 2013 07:35, “A Bah não!”

  2. A melhor parte do texto foi”chegou até aqui”porque eu realmente pude visualizar vc tagarelando sem dar tempo de respirar!!
    dá lhe NY!!!

  3. O seu texto eh incrivel, Bah!!! Morri! Hahahahahahahahah! Amei!!! Tenho CERTEZA que o Obama (Obama eu te amo!) mandou seus agentes da SHIELD roubarem seu ipod! Sacanagy master ter que fazer voce gastar com isso! 😉

    Tendo dito isso… Como voce pode nao ser consumidora??? Haha!

    Beijo outro!

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